Felipe Neto, as Fake News e Round 6

Se entrou nessa matéria devido ao título, pode ter sido por uma das três partes do título acima ou por todo o conjunto. Felipe Neto é um dos nomes mais conhecidos faz muito tempo com seus vídeos e opiniões nas redes sociais. Fake News é algo com que lidamos diariamente – idem – nas redes sociais. E Round 6, bem, é uma série da Netflix que é um dos maiores sucessos do canal de streaming e… nas redes sociais.

Mas o que os três tem em comum? Tudo e nada. Felipe Neto sempre tem o seu nome envolvido em algo com Fake News. Não que ele faça, pelo contrário, é feito com ele. Já Round 6 entrou no artigo porque acho que ele deve assistir e porque iria chamar a sua atenção para esta matéria. Exato, a chamada arapuca ou qualquer outro nome que queira colocar. Mas não vá embora, porque o artigo é sério e também tem a ver com o “Jogo da Lula“.

Algo interessante que acontece nos dias atuais, ou em qualquer época, é a venda de informação. Se nunca ouviu falar, é só lembrar de filmes, séries, livros e jogos que mostram Sherlock Holmes ou qualquer outro personagem de época lendo um jornal de soltando a famosa palavra: Absurdo! Esse absurdo muitas vezes é sobre algo que o vulgo jornalista nem estava presente ou faz uma opinião de determinado assunto que não desconhece.

Vamos aos fatos atuais e sem enrolação. Recentemente Felipe Neto foi diagnosticado com um problema de saúde grave – que eu possuo -, chamado Burnout. Todo aquele que possui essa síndrome sabe o quanto ela é terrível, portanto é necessária uma análise presencial com um especialista. Não é só olhar de longe uma pessoa e já fazer o prognóstico.

Neste terrível cenário em afirmar que Felipe Neto tem um problema, seja lá qual for, demonstra o quanto é perigoso e nocivo um ‘especialista’ afirmar algo para o mundo. Porque em um mundo onde todos assistem algo ou saem lendo Felipe Neto tem Burnout e por isso desmaiou, ou muitos vão achar que é o jogo de corrida da EA, ou o pior, compartilhar essa informação e a síndrome virar a “gripe” da semana. Não desmerecendo o influenciador, mas sim quem fala sem ter a menor noção do quanto quem possui Burnout nem quer sair de casa, os problemas que possui de comunicação, as fortes dores de cabeça e esses são apenas os sintomas simples.

A segunda é para os jornalistas, influenciadores, seja quem for, que não vai atrás da fonte. A pressa é a inimiga da perfeição. Esse é um ditado bem velho que não significa mais nada nos dias de hoje onde o que é válido o “termina logo”. Uma notícia em segundos fica velha. É uma luta que os canais de informação travam diariamente. Site vs YouTuber vs Insta vs Reddit vs Sei lá quem = Fake News.

Lembro de uma época em que para se soltar uma matéria era necessário passar por uma série de pessoas para se saber se ela era real ou não. E não se ela iria dar leitura e pontos no Google. Informar de maneira certa, para que o público tivesse uma notícia precisa e útil. De repente tudo virou festa e dizer em um programa de TV ao vivo que também mataria sua filha porque fez sexo com o padrastro é a coisa mais comum e irrelevante!

Como assim? Outra foi quando o jornalista – que infelizmente já nos deixou – Ricardo Boechat pediu para que as pessoas não julgassem uma mulher devido a notícias que estavam soltando sobre ela. Nem sabiam se realmente ela era a culpada de determinado crime. Pois bem, Boechat foi julgado como um defensor de uma “criminosa” e ela foi morta, para se descobrir em pouco tempo que ela era inocente. Pediram desculpas para ele, mas já era bem tarde.

Imagem: site do G1

São coisas que parece que as pessoas continuam a não aprender. Dia-a-dia vemos em noticiários e muitos pendido para pararem de compartihar coisas que não conhecem, pois na maioria são fake news. Novamente, outra com Felipe Neto, mas que acontece com várias personalidades. Mas essa, que Felipe Neto postou no seu twitter foi direcionada:

Casos de agressão contra a mulher são diárias. E criar fake news em nome de pessoas, é algo mais do que nojento. É um crime! Como aconteceu com a mulher descrita mais acima que foi espancada até a morte, são casos que não param de chegar nos meios de comunicação. Não precisa criar uma notícia para falar a respeito, é só mostrar a realidade.

Portanto, você que é gamer e que joga tantos títulos críticos como Cyberpunk 2077, Far Cry 6, Among Us (onde uma acusação errada leva a morte de um tripulante), entre outros, é também o seu dever não repassar algo só porque é polêmico ou só para parecer informado. A verdadeira informação está em fazer perguntas, questionar sempre!

Crianças e adolescentes sempre questionam os pais e os enfrentam muitas vezes. Mas deixam passar uma informação que vira Fake News porque o amigo enviou. Continue a usar essa inteligência em buscar a realidade. É garantido que você será melhor visto porque possui e sabe buscar respostas, do que apenas “foi ele que enviou”.

Ah sim, e Round 6? Bem, o nome da série é Squid Game, que no Brasil ficaria Jogo da Lula. E não ficou esse nome porque muitas pessoas sugeriram que deixar o nome traduzido faria referência e até ajudaria a fazer propaganda para o ex-presidente. O que isso tem a ver? Simples, o nome da série e do ex-presidente de repente se tornaram mais importantes do que a mensagem da série. E felizmente, a série no final conseguiu passar por cima disso e mostrar para que veio.

Fica o nosso alerta!

Alan Uemura , Observatório de Games.

Fonte: Observatório de Games.

sex, 03 dez 2021 11:18:20 -0300

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