Matrix: Resurrections | Quando Hideo Kojima entrou para a Matrix

Matrix: Resurrections já está nos cinemas. O quarto filme da franquia chegou de surpresa quando ninguém esperava por uma continuação. A final, para que se Neo e companhia haviam conseguindo seus objetivos ao se sacrificarem na batalha contra a Matrix? Pois bem, mais um longa está aí, com o retorno de Keanu Reeves ao papel e ele faz uma atualização até que interessante, mas só isso.

Com um certo spoiler, mas que não estraga a sua imersão, se ela existir

O novo longa mostra uma atualização interessante, mostrando o Sr. Anderson como um grande criador de jogos, no caso, a Trilogia Matrix. Ele até ganhou o The Game Awards, que aparece algumas vezes no início do filme. Esta parte é realmente algo que faz a diferença e você já liga o “bacana, tudo não passou de um jogo”, e o personagem de Reeves lembra um pouco Hideo Kojima.

Sim, pois estamos falando de um criador que vai além da programação, com histórias tão envolventes que parecem reais. E até dá para pensar como seria se Kojima entrasse para a Matrix, já que é assim que o novo universo do filme se apresenta, onde Sr. Anderson levou partes de sua vida na criação do jogo. Mais de 90% de quem ele é, está na história. E novamente vem Kojima na mente e ficamos imaginando sua obras como Metal Gear e Death Stranding e até mesmo Silent Hills orbitando entre os mundos.

Esta parte de mergulhar no universo gamer, é algo fascinante que Matrix: Resurrections faz, mas ele para por aí. Sua sequência continua, mas fraca, com diálogos expositivos (ele luta Kung Fu e fala que luta Kun Fu, sério?), mostra partes dos três primeiros filmes em forma de flashback, que são totalmente desnecessários, já que eles ocupam pelo menos 1 hora e meia do filme!

Além disso, toda a jornada de Neo é refeita! Para? Bem, para ganhar um pouco mais de trocados dos fãs e de uma nova geração que não assistiu a trilogia nos cinemas. Como um exemplo do que poderia ter sido feito, é Blade Runner 2049. O filme faz referências ao original da década de 1980, mas não fica de maneira expositiva mostrando como era tudo naquela época. Quem viu, viu, quem não conferiu, será como o novo protagonista que terá alguma explicação dentro da própria história sem enrolação.

Aqui está um filme que poderia ter sido melhor explorado. Falta a Matrix: Resurrections a filosofia da época em que foi criada. Falta entusiasmo, vontade de fazer o espectador pensar! O longa critica por outras pessoas terem que dar as respostas que você tanto procura, sobre depressão, ansiedade, solidão, entre outros temas, mas não consegue em nenhuma parte chegar nem ao raso do que está propondo.

Como um longa de aventura, Matrix: Resurrections é bom. Irá divertir, servir para um pouco mais de 2 horas e meia na sala de cinema, mas não será como o primeiro filme, que trouxe tantas discussões e ainda trás até os dias de hoje. Infelizmente, Matrix: Resurrections é como os dias atuais: imediatista, onde é preciso de “influenciadores” que fazem vídeos explicando o final de um filme e até mesmo de um jogo, ou não entendem a piada de Del Toro sobre Silent Hills.

Matrix: Resurrections até tenta criticar isso, mas não tem a coragem de levar isso adiante. E acho que se Hideo Kojima estivesse envolvido neste filme, com certeza ele teria mais emoção, ja´que estamos falando de um diretor que sabe como ninguém explorar o melhor do universo dos jogos. Agora fica a pergunta: será que Hideo Kojima é o nosso escolhido, já que ele sempre está envolvido em alguma obra, mesmo que não esteja?

Alan Uemura , Observatório de Games.

Fonte: Observatório de Games.

sex, 24 dez 2021 12:45:41 -0300

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