Por que o cérebro é como o “pai” das emoções?

Tristeza, alegria, raiva, medo, nostalgia, os sentimentos são uma parte essencial da nossa vida, são indissociáveis do ser humano, que em sua evolução desenvolveu mecanismos que lhe permitem criar e interpretar estímulos emocionais.

As emoções são aspectos muito interessantes do nosso convívio social, por isso participei da produção do artigo “A neurociência do cérebro e das emoções”, que buscou analisar mais profundamente esse processo.

A formação das emoções depende de uma boa comunicação entre os hemisférios cerebrais para que sejam classificadas como emoções boas ou ruins e interpretadas pelo cérebro, no entanto, quando há algum tipo de obstáculo interfere nessa transmissão de informações o cérebro não consegue interpretar corretamente os sentimentos apesar de identificar os estímulos.

Mas apesar dos aspectos biológicos, a influência social e estímulos externos também influenciam nas emoções, por exemplo, é notada uma diferença entre a forma que as emoções são expressadas em cada sexo, nas mulheres elas são mais intensas, já nos homens são menos dominantes, algumas linhas de pensamento acreditam que isso se deve a construções sociais da forma com que cada pessoa deve lidar com seus sentimentos, já outras afirma que essas dicrepâncias possuem raízes biológicas.

Além disso, estímulos externos como assistir televisão e ouvir músicas também podem estimular determinados sentimentos, no entanto, um ponto que deve ser ressaltado é que só somos capazes de nutrir sentimentos por algo com o qual nos importamos ou desejamos.

O cérebro ainda é um órgão cercado de mistérios e não totalmente compreendido pela ciência, mas cada vez mais os estudos têm avançado e ajudado a entender melhor como ele funciona e como seus processos neurais interferem nos nossos sentimentos, pensamentos e emoções

Sobre Dr. Fabiano de Abreu

Dr. Fabiano de Abreu Agrela, é um PhD em neurociências, mestre em psicologia, licenciado em biologia e história; também tecnólogo em antropologia com várias formações nacionais e internacionais em neurociências. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat – La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo nos Estados Unidos e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negócios na Espanha, FABIC do Brasil, investigador cientista na Universidad Santander de México e membro-sócio da APBE – Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva.

Redação , Observatório de Games.

Fonte: Observatório de Games.

sex, 14 out 2022 15:03:19 -0300

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