Notícias – JogosGratisFun.

O Switch tem um catálogo gigantesco, com milhares de títulos físicos e uma quantidade ainda maior de jogos que só saíram em formato digital. Com tanta coisa aparecendo toda semana, é natural que alguns bons jogos acabem ficando de lado — especialmente aqueles que não estão em outras plataformas. Separamos dez jogos do console que merecem mais atenção do que receberam até hoje.

Começando por Part Time UFO, lançado em outubro de 2020. O jogo é da HAL Laboratory, estúdio conhecido pela série Kirby, e chegou ao Switch depois de fazer sucesso no mobile, com modos e recursos extras. A ideia é controlar um UFO fofinho com uma garra para cumprir tarefas, como levar vacas até o caminhão de um fazendeiro ou montar um esqueleto de dinossauro em um museu. É um puzzle simples, mas com física caprichada, e no Switch dá para chamar um amigo para jogar junto. Como o game saiu do iOS e do Android, o console da Nintendo virou a única forma de jogá-lo.

Astral Chain, de agosto de 2019, é da PlatinumGames, estúdio de Bayonetta e NieR: Automata. O jogo coloca uma força-tarefa policial para enfrentar monstros em uma cidade futurista, com muita ação frenética. Mesmo tendo vendido mais de um milhão de cópias e sido publicado pela própria Nintendo, o título ficou ofuscado por pesos-pesados como Mario e Zelda. Muita gente que tem Switch ainda não deu uma chance para esse.

Demon Throttle, de julho de 2022, é da Doinksoft, estúdio que estreou com Gato Roboto em 2019. O jogo saiu exclusivamente em cartucho físico para o Switch, sem versão no eShop, nem avulsa nem na The Doinksoft Collection, que também foi só física. Isso o tornou um item de colecionador que muita gente nem sabe que existe. É um shooter de rolagem no estilo Pocky & Rocky, com visual e som nostálgicos de fliperama.

Cadence of Hyrule: Crypt of the NecroDancer, de junho de 2019, veio da Brace Yourself Games e mistura personagens de Zelda com a jogabilidade rítmica do indie Crypt of the NecroDancer. A experiência lembra The Legend of Zelda: A Link to the Past, mas com um detalhe: você precisa se mover no ritmo da música. No começo pode parecer estranho querer controlar o herói direto, mas a mecânica funciona.

Shinsekai: Into the Depths, de março de 2020, é da Capcom e começou como título do Apple Arcade antes de ser portado para o Switch. O jogo tem exploração submarina, com gerenciamento de oxigênio e ruínas labirínticas de civilizações antigas, além da ajuda de um robô nem sempre tão prestativo. A estrutura lembra um Metroidvania, com ambientes bonitos, embora as raízes mobile apareçam de vez em quando.

Good Job!, de março de 2020, foi publicado pela Nintendo e desenvolvido pela holandesa Paladin Studios, que já encerrou as atividades. O game transforma o ambiente de escritório em uma série de puzzles, com soluções criativas e muitas vezes destrutivas para superar os mesmos obstáculos, o que incentiva rejogar. Tem multiplayer para chamar um amigo e aumentar a bagunça. Apesar do visual fofo e da sátira ao nepotismo, o desafio é considerável.

Vitamin Connection, de janeiro de 2020, é da WayForward, estúdio de Shantae: Half-Genie Hero. Aqui você controla Vita-Boy e Mina-Girl para destruir patógenos em seis mundos coloridos. O multiplayer é assimétrico: um jogador segura o Joy-Con na vertical para mover e atirar, enquanto o outro usa o controle na horizontal para girar e mirar. Visual e música ajudam a compor o charme.

The Stretchers, de novembro de 2019, é da Tarsier Studios, conhecida por Little Nightmares. A premissa é levar pacientes doentes em uma maca, com puzzles baseados em física que ficam bem melhores com um amigo. O visual agradável e os desafios nada convencionais garantem sorrisos, mesmo que a campanha curta deixe vontade de mais.

Fast RMX, de março de 2017, é da Shin’en Multimedia e faz parte da série Fast, que começou no WiiWare. O jogo é a resposta do estúdio para F-Zero e Wipeout, com velocidade de sobra. Foi um dos três indies de lançamento do Switch e inclui todas as pistas e DLCs de Fast Racing Neo, do Wii U, além de novas pistas. Os oponentes controlados pelo computador são agressivos, e o rubber banding pode atrapalhar quem está voando baixo. O game foi bem o suficiente para justificar Fast Fusion no Switch 2.

Visão Gamer: A lista reforça como o catálogo do Switch vai muito além dos grandes lançamentos. Jogos como Demon Throttle, que só existe em cartucho físico, e Part Time UFO, que saiu do mobile, mostram situações em que o console é a única forma de acessar esses títulos. Para quem busca algo diferente do óbvio, esses dez nomes são um bom ponto de partida.


Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-nintendo-switch-hidden-gems/.
Fonte: Polygon.
2026-10-05 02:19:00
RenatoAlmeida.
2026-10-05 07:21:00









































































































