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Mario Bros. chegou aos fliperamas em julho de 1983, pela Nintendo. Foi o jogo que deu nome ao personagem apresentado em Donkey Kong e, mais importante, apresentou Luigi — uma adição simples que permitiu o modo para dois jogadores e, na prática, dobrava o dinheiro que uma máquina de arcade podia arrecadar. Luigi deve bastante ao capitalismo.

A jogabilidade lembra o clássico Joust, de 1982. Mario e Luigi correm e pulam por plataformas, e podem cair de grandes alturas — algo bem diferente do que se via na aventura anterior do encanador. O perigo está nos bichos que saem dos canos: encostar neles custa uma vida, a menos que o inimigo tenha sido atingido por baixo e esteja temporariamente atordoado.
A progressão começa com tartarugas lentas, que viram de costas com um único golpe por baixo. Depois aparecem caranguejos, que exigem dois acertos, e moscas, que caem com um golpe só, mas dão saltos grandes e lentos — e ficam imunes enquanto estão no ar. Quem se arrisca pode correr embaixo delas perto do ponto mais alto do salto.

Além dos inimigos comuns, as fases têm bolas de fogo que surgem nas bordas da tela e atrapalham os combos. Algumas cruzam a tela em linha reta previsível; outras seguem padrões mais aleatórios, em diagonais, quicando nas plataformas. Há ainda um bloco de gelo móvel, que às vezes para nas plataformas: se não for destruído rapidamente com um golpe por baixo, deixa a borda escorregadia até a fase seguinte.

Os pontos importam. No começo, geram uma vida extra. Quem busca high score pode organizar os inimigos atordoados perto uns dos outros: a pontuação sobe dos 800 pontos padrão do primeiro para 1600 no segundo. Como as fases seguintes ficam rápidas, existe um risco-recompensa claro. Entre algumas fases comuns, bônus com moedas flutuantes dão muitos pontos a quem pega todas dentro do tempo — depois das primeiras, isso fica bem mais fácil com dois jogadores, porque o timing aperta. Moedas também saem dos canos nas fases normais, uma por inimigo derrotado, e podem aparecer justamente quando o último inimigo da fase, enfurecido, está mais rápido e pronto para pegar quem se distrai com o loot.
Depois do arcade, a Nintendo licenciou ports de Mario Bros. para várias plataformas antes do lançamento do NES, em um período de turbulência da indústria. Alguns ports foram desenvolvidos, mas nunca lançados comercialmente; outros chegaram ao público. Em 1986, a versão de NES finalmente saiu na América do Norte, com desenvolvimento da Intelligent Systems. Na época, oferecia valor real: irmãos e amigos jogavam juntos na mesma hora, sem esperar turnos que talvez nunca chegassem.

Hoje, Mario Bros. volta a ser uma experiência agradável porque está disponível no Nintendo Switch Online e tem jogabilidade simples, que dispensa explicações. Dá para entrar numa partida rápida sem tutorial nem história requentada. A experiência de arcade que funcionou perfeitamente no NES segue funcionando bem para sessões curtas entre jogos mais avançados — e é uma escolha natural para crianças que estão se acostumando com videogame, como era perto do lançamento.
Visão Gamer: com Mario Bros. no Nintendo Switch Online, quem tem a assinatura pode acessar o clássico sem custo adicional e jogar em partidas curtas, inclusive em modo cooperativo local para dois jogadores. Para quem quer apresentar games a crianças ou simplesmente dar uma pausa entre títulos mais complexos, a disponibilidade no serviço resolve a parte prática: não é preciso caçar um arcade ou um NES funcionando.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/mario-bros-nes-arcade-retrospective/.
Fonte: Polygon.
2026-09-20 19:00:00
RenatoAlmeida.
2026-09-21 02:03:00










































































































