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O roteirista Chris McKenna abriu o jogo sobre o longo e complicado processo de definir a história de Spider-Man: Brand New Day. Em entrevista ao The Bulwark, ele contou que a produção passou por várias versões antes de chegar ao formato final, e boa parte dessa dança das cadeiras aconteceu por causa dos filmes derivados do universo do Aranha que a Sony lançou — e que não foram bem recebidos pela crítica, como Madame Web, Morbius e Kraven.
McKenna, que escreveu todos os filmes do Homem-Aranha com Tom Holland ao lado de Erik Sommers, explicou que a ideia de uma metamorfose do Peter Parker foi descartada e retomada várias vezes. Passamos por alguns caminhos diferentes, disse. Voltamos a uma das nossas ideias originais, a metamorfose, que tínhamos abandonado e depois retomamos. As pessoas falaram ‘uau, isso é ótimo, de onde veio?’. Bem, apresentamos isso há um ano e meio, antes de seguir por outro caminho!
Entre as ideias descartadas, uma das mais curiosas envolvia Peter fingindo ser britânico para se aproximar de MJ, que não se lembrava dele após os eventos de No Way Home. Ele usaria o nome Ben Reilly, o clone do Aranha nos quadrinhos. Outra versão mostrava Peter como um herói durão no Sudeste Asiático, vivendo num barco e enfrentando gangues locais, até descobrir que um impostor estava usando seu uniforme e seu fluido de teia em Nova York — e precisaria contratar Matt Murdock para resolver a parada na justiça.

Teve até uma ideia com o gato da bodega falando com Peter e mandando ele caçar os Spider-Totems, que acabava sendo um sonho causado por apendicite. E ainda uma abordagem estilo Duro de Matar com Vingança, com o herói enfrentando um vilão de rua ao longo de um dia.
O maior desafio, porém, foi escolher o vilão. McKenna revelou que a equipe queria usar o Spot em No Way Home, mas descobriu que ele apareceria em Across the Spider-Verse. Depois, pensaram em Kraven, e chegaram a ser informados de que a Sony nunca faria um filme solo do personagem — até a Sony anunciar Kraven. Foi tipo uma piada. ‘Vocês só podem estar de brincadeira’, lembra.
A solução veio com a metamorfose, que exigia um vilão. Pensaram no Camaleão, mas o personagem já estava em Kraven. Tentaram um telepata, o que esbarrava nos mutantes da Marvel, que a Disney estava começando a controlar após comprar a Fox. Até o Rei das Sombras foi considerado, mas a série Legion já tinha usado uma versão. Foi só em setembro de 2024, três anos após No Way Home e 11 meses antes do início das filmagens, que a Marvel liberou o uso de Jean Grey.
Mesmo com tantas mudanças, uma cena sobreviveu desde as primeiras versões: o encontro de Peter com Yelena na casa de banhos. McKenna sabia que seria divertido.
No fim, Brand New Day deu certo. O filme ultrapassou Star Wars: O Despertar da Força e se tornou a maior bilheteria de todos os tempos na América do Norte, com um total global de US$ 2,47 bilhões.
Visão Gamer: Para quem acompanha o universo do Aranha nos cinemas, a revelação mostra como os bastidores da Sony e da Marvel precisaram se equilibrar para não repetir personagens ou atrapalhar planos um do outro. O resultado nas telonas veio, mas o caminho até Jean Grey foi bem mais tortuoso do que o esperado.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/spider-man-brand-new-day-story-changed-repeatedly-as-sony-launched-those-terrible-villain-spinoff-films.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-21 10:38:00
RenatoAlmeida.
2026-09-21 09:25:00










































































































