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Um teste feito com o mouse Asus ROG Harpe II Extreme Edition, que chega a 65.000 DPI e polling rate de 8.000 Hz, colocou à prova uma dúvida comum entre jogadores de FPS: vale a pena investir em polling rate mais alto para mirar melhor? A resposta, pelo menos para quem tem habilidade média, não é tão simples quanto parece.
O polling rate é a frequência com que o mouse se comunica com o PC. Em 125 Hz, a taxa de atualização é de 8 milissegundos; em 8.000 Hz, cai para 0,125 milissegundos. A recomendação geral para a maioria dos jogadores fica em torno de 1.000 Hz, que responde a cada milissegundo sem comprometer tanto a bateria do periférico.

Para medir o impacto, o teste usou o Aimlabs, software gratuito que avalia precisão e velocidade em campos de tiro e gera uma pontuação. Uma nota em torno de 50.000 coloca o jogador na média mundial. Como a base do Aimlabs reúne gente que treina especificamente para melhorar a mira, estar no top 50% ali já indica um desempenho acima da média geral.
Com 1.600 DPI, os resultados variaram bastante entre as taxas: 58.612 pontos a 125 Hz, 51.065 a 250 Hz, 57.027 a 500 Hz, 57.232 a 1.000 Hz, 53.244 a 2.000 Hz, 52.215 a 4.000 Hz e 58.441 a 8.000 Hz. Ou seja, não houve uma curva consistente de melhora conforme o polling rate subia. A sensação mais confortável ficou em 1.000 Hz, enquanto 2.000 Hz foi o ponto em que a diferença deixou de ser perceptível.
A situação mudou um pouco com 4.000 DPI. Nessa configuração, as pontuações foram menores nas taxas mais baixas: 37.885 a 125 Hz, 41.183 a 250 Hz, 43.689 a 500 Hz, 48.341 a 1.000 Hz, 46.242 a 2.000 Hz, 50.053 a 4.000 Hz e 49.952 a 8.000 Hz. A diferença de leitura do cursor foi mais evidente: a 125 Hz, era fácil perder o rastro do ponteiro; a 8.000 Hz, a posição ficava bem mais clara. Ainda assim, as pontuações acima de 1.000 Hz não mostraram vantagem consistente.

O resultado mais expressivo veio ao testar 800 DPI, faixa usada por muitos jogadores profissionais, que costumam ficar entre 600 e 800 DPI. Nessa configuração, as notas foram as melhores de todo o teste: 57.874 a 125 Hz, 58.879 a 250 Hz, 59.866 a 500 Hz, 60.256 a 1.000 Hz, 55.041 a 2.000 Hz, 58.700 a 4.000 Hz e 56.170 a 8.000 Hz. O pico aconteceu justamente em 1.000 Hz.
Para o autor do teste, o sweet spot pessoal ficou em 1.000 Hz, com 800 DPI entrando na rotação regular. A ressalva é que DPI mais baixo pode incomodar quem usa o mouse para navegar no desktop, especialmente com dois monitores, mas para mira o desempenho tende a ser melhor. No extremo oposto, testar 65.000 DPI rendeu uma pontuação de apenas 10.294, com muita dificuldade para controlar o cursor.
Visão Gamer: O teste reforça que polling rate altíssimo não é garantia de mira melhor para o jogador médio. A maior diferença apareceu ao reduzir o DPI para 800, faixa já adotada por muitos profissionais de FPS. Para quem joga títulos competitivos, ajustar o DPI pode ter mais impacto prático do que subir o polling rate para 4.000 Hz ou 8.000 Hz.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/hardware/gaming-mice/i-set-out-to-prove-polling-rate-affects-my-aim-and-instead-found-my-favourite-dpi-setting/.
Fonte: PC Gamer.
PCGamer latest.
2026-09-22 16:31:00
RenatoAlmeida.
2026-09-22 15:24:00











































































































