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O lendário diretor de terror John Carpenter não tem papas na língua quando o assunto é o prequel de The Thing lançado em 2011. Durante um painel na FanExpo de Chicago, o cineasta de 78 anos, responsável pelo clássico de 1982, chamou o filme de um pedaço de porcaria.
Fizeram uma sequência, eu acho, ou algo assim, disse Carpenter. Acampamento norueguês — vocês viram aquele pedaço de porcaria? Fizeram efeitos digitais e tinham… Em vez de um teste de sangue, era um teste dentário. Quero dizer, era inacreditável. Tipo, o quê?! O dentista?!
Kurt Russell, que estrelou o The Thing de Carpenter e participou do mesmo painel, comentou a reação do diretor: John não tolera idiotas, pessoal.
O prequel de 2011 foi dirigido por Matthijs van Heijningen Jr. e escrito por Eric Heisserer. A trama acompanha uma equipe de cientistas noruegueses que descobre um alienígena parasita enterrado no gelo em uma estação de pesquisa na Antártida. O filme foi um fracasso de bilheteria, arrecadando apenas US$ 31,5 milhões no mundo todo. No Rotten Tomatoes, tem 34% de aprovação da crítica e 43% do público. A IGN avaliou o longa com nota 5/10, dizendo que os efeitos especiais rapidamente descambam para uma gororoba exagerada e que o ato final desmorona em uma sequência de ‘persiga o monstro de CGI antes que ele te pegue’, sem qualquer suspense ou originalidade de verdade.
Apesar da bronca, parte dos fãs saiu em defesa do filme. Um deles argumentou que a culpa não é dos criadores: O diretor Matthijs van Heijningen Jr. e a equipe da Amalgamated Dynamics criaram um monte de efeitos práticos para o filme. Mas o estúdio e a produção decidiram que os efeitos práticos pareciam ‘datados’ demais, muito anos 80, e optaram por substituir a maioria por CGI. O próprio diretor depois admitiu que, em retrospecto, foi a decisão errada do estúdio. Sem ofensa ao John Carpenter, mas se for para culpar alguém pelo resultado de 2011, culpe o estúdio.
O fã ainda lembrou que existem workprints com os efeitos práticos originais guardados nos cofres do estúdio, e que há um movimento pedindo o lançamento e remasterização desse material para ver o filme mais próximo do que era pretendido.
Outros fãs também se manifestaram: Eu sinceramente gostei e apreciei o respeito que teve pelo filme do Carpenter, disse um. Era uma refilmagem completa de The Thing, mas foi bem legal na real, comentou outro. Seria muito melhor se não tivessem colocado CGI por cima de todos os efeitos práticos. E ainda: Precisávamos? Não. Fico feliz que temos? Sim.
Desde o lançamento, van Heijningen já falou sobre o arrependimento das regravações com CGI. Em 2023, ele disse ao Syfy Wire que o filme ficou preso em uma zona cinzenta onde os animatrônicos eram ultrapassados e o CGI não era bom o suficiente.
Visão Gamer: A discussão em torno de The Thing (2011) é um exemplo clássico de como a troca de efeitos práticos por CGI pode dividir a comunidade. Para quem curte cinema de terror e jogos inspirados nesse estilo, o caso serve de alerta sobre como decisões de estúdio podem afetar a identidade de uma obra — e alimenta a esperança de que versões com os efeitos originais um dia vejam a luz do dia.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/john-carpenter-calls-2011-the-thing-prequel-a-piece-of-crap-but-some-fans-are-rushing-to-its-defence.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-30 11:22:00
RenatoAlmeida.
2026-09-30 09:26:00











































































































