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A Infinity Ward está dando uma segunda chance ao DMZ. O modo de extração, que estreou como beta em Modern Warfare 2 (2022), retorna agora integrado a Modern Warfare 4 — e já está disponível para jogar. Em conversa com a IGN, Joe Cecot, diretor criativo de multiplayer do game, explicou por que o estúdio decidiu apostar de novo no formato e o que mudou em relação à primeira versão.
Segundo Cecot, a equipe por trás do DMZ sempre gostou do projeto. O grupo de pessoas que trabalha no DMZ ama o DMZ, e amaram [a versão de MW2], afirmou. Ele conta que o time atua no modo há mais de três anos e que, assim que o suporte ao beta terminou, o trabalho seguiu direto para o próximo DMZ, com o novo grande mapa Hajin. Para o diretor, o gênero de extração se destaca pela tensão e pela variedade: permite PvE, PvP, loot, narrativa, progressão significativa e persistência, além de dar liberdade para o jogador resgatar aliados, cooperar ou simplesmente caçar outros players.
Essa liberdade, porém, esbarra na cultura de Call of Duty, historicamente mais voltada ao deathmatch e à busca pela próxima kill. Cecot diz que a cooperação já apareceu no DMZ original e que o novo modo traz ferramentas para incentivar esse comportamento. Entre elas estão a assimilação, que permite juntar-se ao esquadrão de outro jogador, e a bandeira de trégua, arremessada no mapa para avisar que um operador próximo pede paz. É possível confirmar com um ping, e ambos passam a ver uma bandeira acima da cabeça um do outro — mas o acordo não é obrigatório: se alguém atirar, o outro pode revidar. Há ainda pings globais de sim, não e amigável para quem não usa chat de voz.

A Infinity Ward também quer evitar que matar outro jogador seja o centro da experiência. De acordo com Cecot, nenhuma ordem do modo vai pedir que o jogador elimine outra pessoa, e abater alguém não é especialmente valioso fora do loop da própria vítima. A exceção é o novo sistema de procurados: quem acumula kills contra outros players pode ganhar recompensa na cabeça, e os demais podem pagar por informações para localizá-lo e caçá-lo. A ideia é criar um ecossistema em que os agressivos se enfrentem enquanto os outros conseguem evitar o confronto.
O maior aprendizado do beta de MW2, segundo Cecot, foi a progressão. Ele avalia que o DMZ original era acessível e divertido, com arma em cooldown, loadout simples e loot abundante, mas pecava por não oferecer crescimento suficiente para segurar o jogador. Por isso, a nova versão aposta na evolução da FOB e no rank de DMZ: qualquer atividade rende XP e faz o rank subir. Estamos valorizando seu tempo, resumiu.
Cecot vê o gênero de extração como uma evolução do FPS, passando por Quake, Modern Warfare, Halo, Battlefield e battle royale até chegar a uma mistura de MMO, Minecraft e tiro em primeira pessoa. O contexto é de expansão do formato: Arc Raiders, da Embark Studios, chegou a quase 1 milhão de jogadores simultâneos no pico entre todas as plataformas, embora os números tenham caído bastante desde então. Já Marathon, da Bungie, mostrou que até uma entrada de alto nível pode ter dificuldade de atrair público.
Visão Gamer: para quem jogava o beta de 2022, a mudança mais concreta é o foco em progressão — FOB e rank — como forma de dar motivo para voltar. As ferramentas de trégua, assimilação e pings também tentam tornar a cooperação viável sem eliminar o PvP, que segue presente. Como o DMZ está incluído em Modern Warfare 4, em vez de ser um jogo separado ou gratuito, o acesso depende de ter o título.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/call-of-duty-modern-warfare-4-dmz-extraction-shooter.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-10-20 17:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-20 14:17:00































































































