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Final Fantasy 7 Revelation só chega em abril de 2027, mas o diretor Naoki Hamaguchi já abriu o jogo sobre o que esperar da conclusão da trilogia remake de Final Fantasy 7. As declarações foram dadas em uma entrevista durante a Paris Game Week 2026, cujo conteúdo foi compartilhado por fãs na internet.

O primeiro ponto que chama atenção é o ritmo da campanha. Mesmo com um meteoro a caminho de destruir o planeta, Revelation não quer que o jogador saia correndo atrás de Sephiroth. A narrativa aposta em temas existenciais e em provações pessoais para que cada personagem entenda por que luta. Na prática, isso significa que explorar o mapa e ajudar NPCs não é enfeite: as side quests fazem parte do desenho da história.
E o mapa parece ser o grande palco disso. Segundo Hamaguchi, a equipe investiu bastante tempo e recursos para criar um mundo enorme que carrega sem telas de transição. Quando o jogador salta da Highwind, vê boa parte do cenário com assets em baixa resolução; conforme se aproxima, o jogo carrega os dados detalhados e descarta o que ficou para trás para liberar espaço e otimizar a performance. Um dos locais que merece atenção é o Deepground, em Midgar, que apareceu em um novo trailer de gameplay.

Só que explorar tudo não vai transformar o grupo em um esquadrão invencível. O modo Dynamic, opção de dificuldade do jogo, escala os inimigos de acordo com o nível do jogador. Assim, dá para fazer todo o conteúdo secundário que quiser antes de seguir na história principal sem perder o desafio.
No combate, a novidade é o sistema FITS, que atribui características capazes de mudar o estilo de batalha de cada personagem. Ele é totalmente opcional. Hamaguchi e o diretor de batalha Teruki Endo testaram Revelation extensivamente para garantir que o jogo seja vencível com ou sem o FITS. Além disso, cada personagem poderá ter até cinco presets de loadout, com materia, armas e equipamentos escolhidos para cada situação, trocáveis entre batalhas.

Sobre o futuro, Hamaguchi disse que quer continuar com a equipe em projetos seguintes. Segundo ele, há três caminhos possíveis: trabalhar no próximo capítulo da série, desenvolver uma nova IP AAA ou liderar outra série de remakes. Para ele, porém, futuros projetos de remake deveriam ser confiados a outras equipes. O foco agora é entregar o melhor produto possível com Revelation.
Visão Gamer: para quem gosta de explorar sem pressa, a combinação de mapa gigante com carregamento contínuo, side quests ligadas à narrativa e modo Dynamic pode tornar Revelation uma experiência bem diferente de um RPG de corrida contra o relógio. Já o FITS e os cinco presets por personagem dão margem para testar builds sem obrigar ninguém a mexer no sistema.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/final-fantasy-7-revelation-hamaguchi-projects-narrative-exploration-combat-system/.
Fonte: Polygon.
2026-10-27 12:13:00
RenatoAlmeida.
2026-10-27 11:43:00































































































