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Quem acompanha o universo de heróis da DC na TV tem uma chance de revisitar (ou conhecer) a série que começou tudo. Arrow, produção da The CW que estreou em 2012, está disponível para streaming gratuito na Pluto TV, com seus 170 episódios. A atração é estrelada por Stephen Amell no papel de Oliver Queen, o bilionário playboy que volta para casa após passar cinco anos preso em uma ilha misteriosa e decide virar um vigilante mascarado.

Criada por Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Andrew Kreisberg, a série apostou em um tom mais sombrio e violento do que o padrão dos dramas adolescentes da emissora. Oliver caçava criminosos nos telhados, interrogava capangas e, em alguns momentos, ia além do que se esperava de uma atração de TV aberta. A mitologia construída em torno dos anos perdidos na ilha revelava aos poucos as habilidades que transformaram o personagem no Arqueiro.

A ação é um dos pontos altos. As coreografias de luta são referência na TV, especialmente nas primeiras temporadas, com Oliver alternando entre arco e flecha, combate corpo a corpo brutal e armas improvisadas. A entrega física de Amell faz as cenas parecerem convincentes para uma série semanal. O famoso corredor da quinta temporada, um plano-sequência em que ele derruba uma equipe de capangas sem parar, é um exemplo dessa ambição. Os efeitos especiais não envelheceram tão bem, mas a produção tentava sequências grandiosas que poderiam facilmente soar vergonhosas com orçamento de TV.
O auge emocional vem na segunda temporada, no confronto entre Oliver e Slade Wilson (Manu Bennett). A edição intercala a luta de espadas no passado na ilha com a briga no presente em Starling City, ancorando a coreografia em anos de traição pessoal. Seja enfrentando vilões como Malcolm Merlyn (John Barrowman) ou contando com o apoio de aliados como John Diggle (David Ramsey), a ação é a manifestação física da jornada de Oliver de sobrevivente endurecido a herói de verdade.

Nem tudo são acertos. A série teve dificuldades para manter o ritmo narrativo com um elenco de apoio cada vez maior, e as temporadas 3 e 4 marcam uma queda de qualidade. Tramas arrastadas por flashbacks tediosos, melodrama romântico e vilões sobrenaturais destoaram das raízes street-level. A crítica de que Oliver era um Batman verde ficou impossível de ignorar quando a terceira temporada o colocou contra Ra’s al Ghul, ícone dos quadrinhos do Morcego.

Ainda assim, Arrow corrigiu o curso e construiu sua própria mitologia. É possível encará-la como o primeiro capítulo de um império televisivo, mas não é preciso se importar com o Arrowverse para curtir a série de forma independente. Na Pluto TV, os 170 episódios estão liberados para quem quiser conferir o início de tudo.
Visão Gamer: Para quem só conhece o universo DC dos games e dos filmes, Arrow é uma porta de entrada gratuita para entender como o Arqueiro Esmeralda ganhou sua versão mais pé no chão. A ação prática e as coreografias bem executadas podem agradar quem curte jogos de combate corpo a corpo e stealth, mesmo sem poderes. E, com a possível chegada de Oliver Queen ao DCU de James Gunn, revisitar a série é uma forma de chegar preparado caso a estreia aconteça.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/arrow-free-on-pluto-dc-tv-shows/.
Fonte: Polygon.
2026-09-27 08:00:00
RenatoAlmeida.
2026-09-27 11:02:00









































































































