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A comunidade de Mass Effect não ficou parada depois do anúncio do fechamento da BioWare. Em 21 de outubro, a EA confirmou o encerramento das atividades do estúdio após 30 anos, e com isso o próximo jogo da franquia ficou preso no limbo de propriedades intelectuais da publisher. A resposta dos fãs veio na forma da campanha #SaveMassEffect, que já acumula mais de 200 mil assinaturas em uma petição online.

O movimento ganhou força no último fim de semana. Jennifer Hale e Mark Meer, dubladores das versões feminina e masculina do Comandante Shepard, pediram publicamente que os jogadores assinassem a petição. A Owlcat Games também apoiou a causa, lembrando que The Expanse foi salva por fãs anos atrás. Segundo o Kotaku, a campanha chegou até a aparecer em outdoors na Times Square.

O contexto é o seguinte: em 2020, a BioWare revelou que um novo Mass Effect estava em produção e soltou teasers ao longo dos anos seguintes. Depois do fechamento do estúdio, vazou na internet um trailer de Mass Effect: Universe, projeto que, segundo relatos, se passaria 600 anos após os eventos da trilogia original e foi descrito por pessoas ligadas à produção como James Bond encontra John Wick no espaço. A informação não foi confirmada oficialmente pela EA.
O paralelo com The Expanse é o que dá fôlego à campanha. A série da SyFy foi cancelada em 2018 após três temporadas, os fãs criaram a #SaveTheExpanse e a petição somou 138.420 assinaturas. Meses depois, a Amazon assumiu a produção e exibiu mais três temporadas no Prime Video. A diferença é que a Amazon já detinha os direitos de streaming da série na época. No caso de Mass Effect: Universe, os direitos continuam com a EA, e sem disposição da publisher para licenciar ou vender, a pressão popular tem limite prático.
Ainda assim, há um detalhe curioso: uma série baseada em Mass Effect segue prevista mesmo com o fechamento da BioWare, e quem produz é justamente a Amazon. Ou seja, a relação entre a franquia e a gigante do streaming já existe.

Um exercício feito com base em dados públicos estima o custo para levar Mass Effect: Universe até o fim. Segundo o Glassdoor, o salário médio de desenvolvedor em Edmonton, Alberta, onde a BioWare ficava, é de cerca de 70 mil dólares canadenses (aproximadamente 49.857 dólares). A Bloomberg reportou que a BioWare tinha cerca de 50 funcionários no momento do fechamento. Relatos não confirmados indicavam que o estúdio mirava um lançamento em 2028, o que significaria mais dois anos de desenvolvimento ativo. A conta chega a cerca de 5 milhões de dólares de custo operacional, valor comparável ao de um episódio de The Expanse na época da SyFy, segundo um de seus atores.
Visão Gamer: A campanha #SaveMassEffect mostra que a comunidade da franquia segue ativa e organizada, mas o caso é diferente de The Expanse: os direitos de Mass Effect: Universe estão com a EA, e a petição sozinha não muda isso. O que pode pesar é o interesse da Amazon, que já produz uma série da franquia, em um cenário onde licenciamento ou venda se tornem viáveis para a publisher.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/save-mass-effect-campaign-the-expanse-amazon/.
Fonte: Polygon.
2026-10-26 21:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-27 03:27:00































































































