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Dave Oshry, CEO da New Blood Interactive, não tem planos de vender o estúdio caso as coisas fiquem difíceis. Em entrevista, ele foi direto: prefere fechar as portas a entregar a empresa para outra pessoa. A declaração vem em um momento em que o estúdio celebra 12 anos de existência e mantém um catálogo que inclui Dusk, Gloomwood, Amid Evil, Fallen Aces e Ultrakill.
A lógica por trás disso está no modelo de operação da New Blood. O estúdio se mantém relativamente pequeno, com todo mundo trabalhando remotamente, e evita apostar todas as fichas em uma única franquia com sequências infinitas. Para Oshry, essa é a única forma de trabalhar que faz sentido. Se não fosse possível ser bem-sucedido assim, ele afirma que não gostaria de continuar. Em vez de correr atrás de dinheiro de publisher ou investidor, a preferência é encerrar o estúdio e reconhecer que a equipe fez o possível.
Oshry já projetou até como imagina o fim. Segundo ele, a ideia é que, em 20 anos, a New Blood esteja concluída: um adeus, o estúdio fechado, um agradecimento a quem jogou os games e, depois, tempo livre para pescar. Ele também não pretende passar o controle para outra pessoa. A expectativa é que o estúdio tenha uma trajetória com final feliz, diferente de muitos estúdios dos anos 1990 e 2000 que acabaram adquiridos ou fecharam as portas.
A comparação não é gratuita. O CEO descreve a indústria de games como uma máquina que exige produto e mão de obra, algo que, na visão dele, não define a New Blood. A referência que ele prefere é a de uma banda: os jogos seriam os álbuns, com turnês, venda de merchandise e cada integrante cumprindo seu papel. Oshry até brinca que, pelo tamanho e pela quantidade de gente com inclinação musical, o estúdio se parece mais com uma orquestra, comparando a formação à Trans-Siberian Orchestra.
O paralelo continua na aposentadoria. Ele imagina que, eventualmente, a banda vai envelhecer, ficar cansada, fazer uma turnê de despedida e encerrar a carreira antes que o público perceba o desgaste. A ideia é fechar o estúdio antes de virar aquela atração que já não consegue mais alcançar as notas altas no palco.
Visão Gamer: A fala de Oshry coloca em evidência um modelo de estúdio independente que prioriza autonomia e escala reduzida em vez de crescimento a qualquer custo. Para quem acompanha os jogos da New Blood, a declaração indica que a empresa não pretende mudar de dono nem adotar uma estrutura de franquias em série para se manter viva. O catálogo atual do estúdio segue como principal referência do que essa filosofia tem produzido.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/fps/new-blood-ceo-would-rather-shut-down-the-boomer-shooter-studio-than-sell-out-in-20-years-were-done-im-gonna-say-goodbye-shut-it-down/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-11-04 17:28:00
RenatoAlmeida.
2026-11-04 17:53:00
































































































