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Quem está acompanhando Avatar: Seven Havens e curtiu a jornada de Pavi pelas Harshlands montada em Geet, seu macaco-gato, pode encontrar um paralelo interessante em outra produção animada: Raya e o Último Dragão, da Disney, disponível no Disney+. A semelhança começa já na abertura: nos dois casos, uma jovem heroína atravessa um deserto em um plano aberto, montada em uma criatura leal, em um mundo quebrado por uma catástrofe.
Em Raya e o Último Dragão, a história se passa em Kumandra, uma terra que um dia foi unificada entre humanos e dragões. A harmonia acabou com a chegada dos Druun, espíritos de tempestade que transformam tudo o que tocam em pedra. Os dragões se sacrificaram para deter a ameaça, deixando para trás uma gema mágica que salvou a humanidade. A disputa pelo artefato dividiu Kumandra em cinco regiões: Coração, Presa, Espinha, Garra e Cauda. Cinco séculos depois, a gema está sob proteção da tribo Coração, e Raya, filha do chefe Benja, foi treinada a vida inteira para defendê-la.

A trama vira de cabeça para baixo quando uma reunião entre os líderes das tribos termina em traição: Raya é enganada por Namaari, princesa guerreira da Presa, a gema se parte em cinco pedaços e os Druun retornam. Seis anos depois, é nesse cenário apocalíptico que Raya parte em busca de Sisu, a última dragão, para reunir os fragmentos da gema e tentar afastar os Druun mais uma vez.
A jornada leva Raya e Sisu por toda Kumandra, colocando a heroína em contato com pessoas que aprenderam a sobreviver pensando apenas em si mesmas. A grande virada do filme não está em derrotar uma força externa, mas em algo mais difícil: convencer povos que passaram gerações se tratando como inimigos a confiar uns nos outros. A gema só se recompõe quando Raya, Namaari e membros de outras tribos escolhem cooperar.

É justamente essa ideia que conversa com Avatar: Seven Havens, cujo mundo também foi fragmentado por uma catástrofe, deixando comunidades isoladas e castigadas por tempestades. Mesmo os episódios mais recentes da série, lançados em 23 de outubro, deixam claro que derrubar as barreiras entre esses grupos é o caminho para curar o mundo.
Com 107 minutos de duração, Raya e o Último Dragão é uma aventura ágil, com paisagens coloridas, ação divertida e um elenco carismático. Awkwafina dá a Sisu um humor leve que não compromete a seriedade da personagem, e a espada-corrente de Raya é um dos pontos altos do visual. O filme ficou marcado como uma produção pouco vista porque sua estreia, originalmente prevista para o fim de 2020, acabou adiada para um lançamento híbrido nos cinemas e no Disney+ por causa da pandemia.
Visão Gamer: para quem gosta de fantasia animada e quer entender melhor as referências que Seven Havens parece buscar, Raya e o Último Dragão está disponível no Disney+ e funciona como uma aventura autocontida, sem exigir conhecimento prévio da franquia Avatar. A conexão entre as duas obras ajuda a contextualizar o tema central de mundos fraturados que só se reconstroem com cooperação.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/raya-and-the-last-dragon-perfect-disney-movie-for-avatar-seven-havens-fans/.
Fonte: Polygon.
2026-10-25 17:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-25 23:32:00
































































































