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Final Fantasy Resonance, jogo premium baseado no mobile gacha Brave Exvius, da Square Enix, virou assunto entre quem acompanha a franquia — e não pelo motivo esperado. Em análise publicada pelo Polygon, o veículo argumenta que o título é a prova de que a série não precisa de ação em terceira pessoa nem de mudanças desnecessárias nos sistemas de batalha para continuar relevante. A avaliação é do Polygon, não do Jogos Grátis.

Segundo o texto, Resonance usa combate por turnos e faz apenas alguns ajustes no clássico sistema de jobs da série: novos papéis de combate, magias diferentes e foco em builds de equipe em vez de builds individuais. Para o veículo, isso basta para renovar a fórmula. O mapa-múndi também adiciona um elemento de não linearidade sem travar a experiência, e as side quests mais avançadas expandem o desenvolvimento dos personagens e subtramas sem exigir dezenas de horas de animação, modelagem e dublagem — ou uma sequência inteira — para se explicar.
A análise destaca ainda que Resonance é um dos primeiros jogos HD-2D a empurrar os limites do estilo. Enquanto outros títulos, como os remakes de Dragon Quest e o próprio Octopath Traveler, olham principalmente para trás, Resonance adota uma abordagem cinematográfica para o pixel art, com cutscenes no estilo FMV que lembram os Final Fantasy da era PS1. O resultado, segundo o Polygon, é bonito e às vezes até emocionante.

O texto também faz uma leitura crítica do histórico recente da série principal. Para o veículo, os últimos 15 anos de Final Fantasy foram marcados por incerteza e autodúvida: Final Fantasy 13 priorizou prestígio e entregou uma das histórias mais confusas da franquia, precisando de duas sequências para se organizar; Final Fantasy 15 se dividiu entre livros, filmes, anime e jogos, além de abraçar o mundo aberto sem necessidade; e Final Fantasy 16 sofreu com duração aparentemente imposta, ação no estilo Sony e inclusões obrigatórias de fantasia sombria, como palavrões e nudez.
O Polygon reconhece que Resonance tem falhas, inclusive uma escrita considerada atroz nas primeiras dez horas, e que o jogo apela para referências óbvias ao passado, como a frase spoony bard. Ainda assim, defende que, depois da metade da campanha, o título assume a própria identidade: vários planetas, bruxas que viram chocobos e zumbis, magia e ciência convivendo sem ninguém estranhar. Tudo se encaixa dentro da lógica própria do jogo.

A publicação lembra que, em 2015, dificilmente uma publisher justificaria vender um jogo com a aparência de Resonance a preço premium. Desde então, a indústria aprendeu na prática que gastar centenas de milhões não garante retorno equivalente, e o público redescobriu que jogos podem ser divertidos sem parecer filmes — com a nostalgia ajudando nesse processo, como mostra o próprio Octopath Traveler.
Visão Gamer: A discussão proposta pelo Polygon não é sobre Resonance ser melhor ou pior que os Final Fantasy numerados, mas sobre o que o jogo representa: um título por turnos, em HD-2D, que aposta em identidade própria em vez de perseguir tendências. Para quem gosta da fórmula clássica da série, é um sinal de que esse formato ainda tem espaço — mesmo que a Square Enix siga investindo em outro caminho para os capítulos principais.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/final-fantasy-resonance-blueprint-for-new-ff-games/.
Fonte: Polygon.
2026-10-29 20:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-29 23:55:00
































































































