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Mike Flanagan vive um grande momento. Depois do sucesso de Carrie na Prime Video — e da renovação para a segunda temporada —, os olhos do público estão mais voltados para ele do que nunca. E o melhor é que o catálogo dele já está disponível para maratonar. Poucos nomes hoje entregam terror de tanta qualidade e consistência para cinema e TV quanto Flanagan, que tem um jeito próprio de falar sobre a condição humana e encaixar o horror dentro dessas histórias. Entre casas assombradas, traumas familiares e drama sobrenatural existencial, ele construiu uma marca no gênero — e, segundo a avaliação do material de referência, sem nenhuma série ruim no currículo.

Começando pela base da lista: The Midnight Club (2022). Baseada no romance YA de Christopher Pike, a série acompanha um grupo de adolescentes terminais num hospício que se reúne à noite para contar histórias assustadoras, quase um Are You Afraid of the Dark? moderno. Co-criada com Leah Fong, foi pensada como série contínua, mas a Netflix cancelou após uma temporada, deixando o final em aberto. Ainda assim, o formato de histórias dentro da história permitiu adaptar outros contos de Pike e passear entre o assustador e o sci-fi.

Em seguida aparece Carrie (2026), a primeira adaptação de Stephen King feita por Flanagan para a TV. O formato de minissérie deu espaço para expandir a trama e fazer mudanças necessárias, como ambientar tudo num colégio atual. Quando o pai opressor de Carrie White (Summer H. Howell) morre, ela vai para a escola pública pela primeira vez — decisão que leva à destruição catastrófica da cidade e à morte de vários colegas. A série também humaniza Margaret (Samantha Sloyan), a mãe de Carrie. Com a segunda temporada confirmada, a expectativa é ver como as peças montadas no finale vão cair.

Na quarta posição, The Haunting of Bly Manor (2020), inspirada na novela A Volta do Parafuso, de Henry James, e ambientada nos anos 1980. Os elementos de assombração servem de pano de fundo para um romance queer — provavelmente a série mais emotiva de Flanagan. A babá Dani (Victoria Pedretti) chega à mansão para cuidar de duas crianças órfãs e descobre que o lugar abriga mais que os vivos. O romance entre Dani e Jamie (Amelia Eve) ganha o centro, enquanto a série trata de arrependimento e perda, com destaque para a relação entre Hannah (T’Nia Miller) e Owen (Rahul Kohli).

O terceiro lugar fica com The Haunting of Hill House (2018), primeira investida de Flanagan na Netflix, baseada no livro de Shirley Jackson. A trama segue os irmãos Crain, marcados pelo trauma de infância quando a mãe (Carla Gugino) tirou a própria vida na mansão. O vaivém entre passado e presente é conduzido com maestria, e o espectador acompanha cada irmão já sabendo onde aquilo vai dar — o que torna o payoff altíssimo e a série ainda melhor numa segunda maratona.

Em segundo, The Fall of the House of Usher (2023), a última série de Flanagan na Netflix. Ele transforma contos e poemas de Edgar Allan Poe numa história brutal sobre um império farmacêutico em ruínas e a família podre por trás dele. Não há nada de redimível nos Usher, o que torna difícil sentir pena conforme uma força sobrenatural os elimina um a um. O episódio The Masque of the Red Death traz uma das cenas mais grotescas da carreira dele. Cada capítulo adapta um conto de Poe, mas o fio condutor é que cada filho paga pelas transgressões do pai, Roderick (Bruce Greenwood). Mark Hamill e Carla Gugino aparecem em atuações destacadas, e até Stephen King elogiou a série.

No topo, Midnight Mass (2021). Quando o carismático padre Paul (Hamish Linklater) chega à isolada ilha de Crockett, ele traz o que parecem milagres — e algo bem mais perigoso do que qualquer morador imagina. É o único material original de Flanagan na lista, e o equilíbrio entre humano e sobrenatural abre espaço para fé, vício e perda. Riley (Zach Gilford) volta à ilha após quatro anos preso por matar alguém dirigindo bêbado. Conforme os moradores questionam os milagres do padre, também questionam a própria fé e até onde vão para acreditar. É um slow burn com payoff à altura de um conto de vampiro totalmente original.
Visão Gamer: para quem gosta de terror e está montando fila de maratona, o catálogo de Flanagan na Netflix cobre do drama sobrenatural ao horror brutal, com Bly Manor e Midnight Mass puxando mais para o emocional e The Fall of the House of Usher indo fundo no grotesco. Vale conferir a ordem de episódios de cada uma antes de começar.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/mike-flanagan-series-ranked/.
Fonte: Polygon.
2026-10-31 02:10:00
RenatoAlmeida.
2026-10-31 06:57:00
































































































