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Phantom Blade Zero chega em 29 de outubro para PlayStation 5 e PC, e a proposta do estúdio S-Game é clara: fazer um jogo de ação que celebre as artes marciais como espetáculo, inspirado nos movimentos vistosos dos filmes de kung fu dos anos 1990. A ideia, explicada pelo fundador Soulframe Liang, é menos sobre exigir que o jogador domine combos impossíveis e mais sobre proporcionar cenas de luta coreografadas na tela. O problema, segundo as impressões publicadas pela Polygon, é que o game leva essa vontade longe demais para o próprio bem.

A trama acompanha Soul, um espadachim lendário e ex-membro da Ordem, que precisa encontrar uma forma de sobreviver antes que seu coração artificial, inserido por meios mágicos, pare de funcionar. Ele tem apenas 66 dias para isso. O roteiro mergulha em termos como Wilun, Sha-Chi e Maskwalkers sem entregar contexto de imediato, uma estrutura narrativa comum em produções chinesas, em que o entendimento do mundo e dos personagens vem aos poucos, conforme a história avança. A análise da Polygon aponta que, embora a trama cresça para conspirações de escala mundial, poucos momentos emocionam de fato, e Soul soa bidimensional, preso a uma busca por vingança e redenção. O ponto positivo fica para a construção de mundo, que mistura fantasia chinesa tradicional com steampunk em mapas belos, onde natureza e torres que exalam vapor convivem com guerreiros transformados em ciborgues.

No combate, a proposta é equilibrar sequências frenéticas de hack-and-slash com ataques fortes e defesas que dependem de stamina, representada pela barra de Sha-Chi. Aparar golpes é a melhor técnica defensiva, já que drena a barra dos inimigos, e é possível equipar duas armas principais e alternar entre elas durante a luta. Só que essa troca recupera toda a barra de Sha-Chi, e itens encontrados na campanha ainda aumentam essa reserva e aceleram a recarga. Resultado: depois das primeiras dez horas, a Polygon relata que a stamina praticamente deixa de importar, e o jogador passa a focar em sobrecarregar os adversários com ataques. A barra parece existir mais para cumprir uma lista de elementos do gênero do que para criar tensão real.

Ainda de acordo com a análise, o gameplay é satisfatório, mas repetitivo: não há combinações complexas de comandos, e os finalizadores mais estilosos saem com um único botão. O que segura a experiência são justamente as animações de luta, com sequências de espada e movimentos em que Soul estica braço e perna para acertar dois inimigos ao mesmo tempo. É um prato cheio para quem curte coreografias bem feitas, mesmo que a repetição incomode a longo prazo.

Visão Gamer: Phantom Blade Zero parece apostar em um equilíbrio delicado entre desafio e espetáculo. Para quem espera um sistema de combate profundo, a análise da Polygon indica que a mecânica de stamina e a troca de armas podem tornar a experiência menos exigente do que o gênero costuma pedir. Por outro lado, a mistura de fantasia chinesa com steampunk e as animações de luta chamam atenção como diferencial visual e narrativo. O jogo chega em 29 de outubro para PS5 e PC, e resta ver como essa fórmula vai se sustentar ao longo de toda a campanha.








Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/phantom-blade-zero-review/.
Fonte: Polygon.
2026-10-26 00:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-26 06:47:00































































































