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O futuro de The Legend of Zelda não está escrito — e, pelo jeito, é assim que a Nintendo quer manter. Em entrevista ao Polygon, o produtor Hidemaro Fujibayashi explicou como a série troca de fórmula a cada geração e disse que não quer que a equipe simplesmente recicle ideias de Breath of the Wild ou Tears of the Kingdom nos próximos jogos.
Fujibayashi, que também assina a produção do remake de Ocarina of Time para o Switch 2, defende que essa capacidade de reinvenção é uma marca da franquia. Ele citou exemplos: a passagem do 2D para o 3D no Nintendo 64, o uso do controle analógico para navegar em três dimensões, os controles por movimento de Skyward Sword no Wii e a liberdade de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, que rompeu com o formato tradicional de progressão.

Segundo o produtor, essas mudanças nascem de ideias que os desenvolvedores da época consideram divertidas e com potencial. Para ele, Zelda funciona como uma base onde a equipe pode trazer conceitos e colocá-los em prática.
No remake de Ocarina of Time, Fujibayashi trabalhou com muitos desenvolvedores novos, alguns pouco familiarizados com o original. A orientação dele é evitar que o time apenas copie soluções de jogos anteriores. Muitas vezes, a pergunta que faço ao pessoal mais jovem é: ‘isso vai ser divertido?’, contou. Ele também costuma provocar a equipe lembrando que certas ideias já apareceram em Breath of the Wild, Tears of the Kingdom ou no próprio Ocarina of Time — não como crítica, mas para estimular discussões que evitem recorrer ao que a série já fez.

A declaração joga água na expectativa de que o próximo Zelda siga obrigatoriamente o modelo de mundo aberto de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. Muitos fãs assumem essa continuidade, mas as falas do produtor indicam que a franquia pode dar outra guinada radical se os desenvolvedores mais novos propuserem algo nesse sentido.
Vale lembrar que o futuro da série ainda é um mistério e que a Nintendo não anunciou oficialmente o próximo jogo principal de Zelda. O que existe, por ora, é a sinalização de Fujibayashi sobre o processo criativo da equipe.
Visão Gamer: Para quem joga, o recado é que a Nintendo não pretende transformar Breath of the Wild em fórmula fixa. Isso pode significar desde a manutenção do mundo aberto até uma mudança estrutural mais brusca no próximo título principal — algo que só será possível confirmar quando a empresa anunciar oficialmente o projeto.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/hidemaro-fujibayashi-zelda-ocarina-of-time-botw-interview/.
Fonte: Polygon.
2026-11-06 11:00:00
RenatoAlmeida.
2026-11-06 09:03:00























































































