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Contos de fada sempre tiveram um problema para quem não se via representado neles: príncipes, princesas e finais felizes dentro de um molde bem específico. A resposta para isso ganhou força nos últimos anos com as releituras queer, que pegam histórias como Cinderela, A Bela e a Fera e Peter Pan e dão a elas novos protagonistas, novos romances e, em alguns casos, um tom bem mais sombrio. A Polygon reuniu dez dessas obras em uma lista que mistura romance young adult, fantasia e terror, e vale conhecer o que cada uma propõe.

Começando pelas mais diretas, Cinder (2012), de Marie Sexton, é uma novela curta que reimagina a Cinderela com Eldon Cinder no papel principal. Ele quer ver o príncipe Xavier uma última vez no baile real, mas só mulheres podem dançar com o príncipe. A solução vem de uma bruxa local, com uma condição nada simples. Já More Than Enough (2017), de Elizabeth Wambhein, segue outro caminho em A Bela e a Fera: a protagonista é Petra, jardineira na mansão abandonada do príncipe Fier, conhecido por ser mais fera do que homem.

Tem espaço também para antologias. Unburied Fables (2016), da Creative Aces Publishing, reúne autores de estudantes a profissionais em releituras que vão de A Bela e a Fera a contos não ocidentais menos conhecidos, incluindo um protagonista arromântico que não quer estar em um conto de fada. Já The 100 Nights of Hero (2016), graphic novel de Isabel Greenberg, parte de As Mil e Uma Noites: Cherry é apostada pelo marido Jerome em um duelo com o amigo Manfred, e sua criada e amante Hero usa histórias épicas para segurar o rival.

Peter Darling (2017), de Austin Chant, coloca Peter de volta à Terra do Nunca depois de dez anos vivendo no mundo real como Wendy Darling, e o reencontro com o capitão Hook ganha outro sentido. The Magic Fish (2020), de Trung Le Nguyen, usa contos como Cinderela e A Pequena Sereia para aproximar Tien, um garoto, dos pais imigrantes vietnamitas, abordando questões de identidade e choque cultural.

A lista ainda inclui Cinderella Is Dead (2020), de Kalynn Bayron, que se passa 200 anos após a história original e acompanha Sophie, de 16 anos, em um mundo onde mulheres precisam ser escolhidas no Baile do Rei ou desaparecem. Malice (2021), de Heather Walter, vira a chave de A Bela Adormecida ao fazer a princesa Aurora se apaixonar pela feiticeira responsável pela maldição, com continuação em Misrule. Fechando o grupo, The Grimrose Girls (2021), de Laura Pohl, mistura dark academia e contos clássicos: após a morte da amiga Ariane, um grupo de jovens descobre que há mais naquela história do que imaginava.

Visão Gamer: para quem curte narrativas que fogem do padrão e gosta de fantasia, a lista funciona como um guia de leitura que mostra como o gênero vem sendo reimaginado por autores queer, com opções que vão do romance leve ao horror distópico.




Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/10-queer-retellings-of-classic-fairy-tales/.
Fonte: Polygon.
2026-10-30 10:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-30 09:13:00
































































































