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Depois de anos sendo lembrada mais por Pachinko e pelo rompimento com Hideo Kojima do que por seus jogos, a Konami encontrou um caminho para voltar a ser relevante: entregar suas franquias clássicas a estúdios externos menores, com escopo controlado, em vez de tentar competir com orçamentos gigantescos. A estratégia começou a tomar forma em 2024, com o remake de Silent Hill 2 desenvolvido pela Bloober Team, e se expandiu em 2025 com Silent Hill f, feito pela NeoBards Entertainment, que vendeu dois milhões de unidades em seis meses após o lançamento.

Em 2026, o plano se estendeu para outras propriedades. Silent Hill: Townfall, produzido pelo estúdio Screen Burn Interactive (de Stories Untold), é descrito como um jogo compacto da série, embora ainda não haja indicação pública de desempenho comercial. Já Castlevania: Belmont’s Curse marcou o retorno da franquia com um jogo original após mais de uma década, desenvolvido pela Evil Empire, estúdio que trabalhou em Dead Cells e The Rogue Prince of Persia. O resultado é um action game 2D que agradou fãs por apostar em uma experiência Metroidvania clássica em vez de uma grande escalada de produção.

A lógica por trás disso é simples: dar as chaves da IP a parceiros que já provaram saber entregar jogos bem delimitados, sem a pressão de transformar cada lançamento em um blockbuster. O histórico recente da Konami inclui ainda tentativas anteriores, como Silent Hill: The Short Message, de 2024, que foi mal recebido pela crítica, mas serviu como teste para o que viria depois. Antes disso, entre 2016 e 2024, a publisher manteve as franquias principais praticamente paradas, com esportes e relançamentos retrô preenchendo o calendário.

O movimento da Konami não é isolado. Outras publishers vêm testando projetos de escopo menor com franquias conhecidas, com resultados mistos. A Sony lançou God of War: Sons of Sparta, um prelúdio 2D feito pelo estúdio indie Mega Cat Studios, que não teve recepção das mais calorosas. Ubisoft e Sega também flertaram com a ideia em Prince of Persia e Shinobi, respectivamente. A diferença é que a Konami parece ter acertado ao casar cada franquia com o parceiro certo, em vez de apenas reduzir orçamentos.
Visão Gamer: Para quem joga, a aposta em jogos menores significa mais lançamentos de franquias que estavam paradas e menos espera de cinco ou seis anos entre um título e outro. Se o modelo continuar dando certo, a tendência é que outras publishers olhem para esse formato como uma alternativa viável para manter séries vivas sem depender de orçamentos milionários.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/konami-comeback-2026/.
Fonte: Polygon.
2026-10-21 13:30:00
RenatoAlmeida.
2026-10-21 12:43:00
































































































