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Phantom Blade Zero passou anos parecendo bom demais para ser verdade, ainda mais vindo de um estúdio mais conhecido pelos jogos mobile. Segundo a análise publicada pela IGN, depois de cerca de 50 horas de kung fu impecável, o game entrega exatamente o que prometia: um action game fluido, com um dos combates mais satisfatórios e bem ajustados que o avaliador jogou recentemente.
A trama tenta abraçar demais. O protagonista é Soul, um artista marcial de origem misteriosa com apenas 66 dias de vida para se vingar, e a jornada pelo mundo em ruínas do Phantom World esbarra em jargão místico, dezenas de personagens e uma linha do tempo desnecessariamente complicada. Nas primeiras horas, o vaivém entre presente, anos atrás, meses atrás e dias atrás cansa antes mesmo do primeiro chefe de verdade. Ainda assim, personagens carismáticos, especialmente o próprio Soul, ajudam a relevar os flashbacks e explicações longas.
O ponto forte está no gameplay. O parry preciso e a esquiva respondem em minutos, e o sistema de armas, combos, habilidades especiais e upgrades é apresentado em ritmo inteligente. São dezenas de armas, cada uma com moveset próprio, e trocar a arma ativa é uma das formas de restaurar a barra de postura com um botão. Como muitos inimigos, principalmente chefes, drenam essa barra com certos ataques, o jogador é levado a alternar entre opções e memorizar múltiplos movesets. Recolher e realocar pontos investidos em armas é fácil, o que incentiva testar builds sem medo.
Além das armas, há ferramentas como gancho e arco, úteis tanto em combate quanto na exploração para alcançar áreas e quebrar barreiras. Existem também amuletos com buffs, como aumento de dano com vida cheia, e uma árvore de habilidades com perks como esquiva no ar ou mais itens de cura. Os oito mapas são cheios de inimigos, side quests, baús e segredos, muitos deles fáceis de perder, incluindo uma questline inteira em que Donnie Yen treina o protagonista como o misterioso homem de máscara dourada. Os mapas desenhados à mão dão apenas uma ideia vaga da localização, deixando a exploração por conta do jogador.
O problema recorrente é a geometria. Soul fica preso em superfícies e até pequenos desníveis param o personagem, algo curioso para quem salta 12 metros no ar. Há bordas invisíveis que atrapalham o platforming, e o avaliador relata quase 200 mortes na campanha, cerca de metade delas por quedas ou por ficar preso no cenário até conseguir morrer ou recarregar o save. Inimigos também podem travar no ambiente.
Ainda assim, o grande truque do jogo é fazer o jogador se sentir capaz de encarar monstros divinos com uma sequência insana de espadas. Cada ataque é telegrafado na medida certa, com um ritmo quase imperceptível que ajuda a antecipar o que vem a seguir. É o que Phantom Blade Zero faz de melhor, segundo a análise.
Visão Gamer: para quem curte action games de combate técnico, o destaque é a exigência de alternar armas e dominar múltiplos movesets, algo que vai direto ao centro da experiência. Já os problemas de geometria e colisão citados na análise indicam que a exploração pode render frustrações, especialmente em seções de plataforma.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/phantom-blade-zero-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-10-26 00:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-25 21:35:00
































































































