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Attack on Titan 3 não é uma sequência direta de Attack on Titan 2: Final Battle. Segundo o produtor Hideo Suzuki, o novo jogo funciona como uma releitura que cobre a história do anime do começo ao fim. A decisão veio do timing: já se passaram sete anos desde o último título, e a série animada estava chegando ao fim quando a equipe começou a discutir o que fazer. A ideia de adaptar apenas os arcos mais recentes foi descartada por não render conteúdo suficiente para um jogo inteiro.
A grande mudança está no protagonista. Em vez de colocar o jogador no controle de Eren ou Mikasa, o game cria um personagem original que atua como líder de esquadrão. Na primeira missão, sua equipe é dizimada, e o trauma deixa o personagem incapaz de voltar ao campo de batalha contra os titãs. A saída encontrada pela narrativa é mantê-lo na tropa por suas habilidades como engenheiro e pela competência excepcional com o equipamento de manobra tridimensional (ODM), função que o coloca como instrutor e mentor dos jovens da 104ª tropa de cadetes, incluindo Eren, Armin e Mikasa.
Suzuki explicou que essa escolha foi proposital. Estabelecer o medo e a perda no início serve para mostrar por que os titãs são uma ameaça real. Além disso, um protagonista forte desde o começo deixaria pouca margem para desenvolvimento. A proposta é que ele passe de veterano quebrado a mentor, recupere a confiança ao lado dos recrutas e cresça ao longo da história.

O combate também foi repensado. A equipe da Omega Force queria manter o controle acessível para quem não é veterano, mas oferecer mais profundidade para jogadores experientes. O sistema de ODM ganhou novos recursos, como ancorar em prédios e árvores, ajustar a altitude com precisão e deslizar sob arcos. Os titãs acompanharam essa evolução: algoritmos e padrões de batalha foram aprimorados para que continuem sendo obstáculos ameaçadores.
Em uma luta contra o Titã Martelo de Guerra, o dano direto não funciona. É preciso preencher a barra de Break antes de partir para o golpe final, administrando recursos como tônicos de cura, lâminas de reposição e Artes de Combate. O ritmo é mais de paciência e leitura do inimigo do que de agressividade pura.
Fora das batalhas, o jogo investe na relação com os personagens do anime. Dá para presentear aliados, comer junto no refeitório e convidá-los para conversas no quarto. Esses vínculos afetam o combate por meio das Buddy Arts, habilidades conjuntas usadas em missões externas. Quanto melhor a amizade, melhores os resultados nas incursões fora das muralhas.
Visão Gamer: A aposta em um protagonista original traumatizado e no convívio com os personagens conhecidos dá a Attack on Titan 3 uma identidade própria dentro da franquia. Para quem jogou os títulos anteriores, as mudanças no ODM e nos padrões dos titãs indicam um combate mais técnico, enquanto o sistema de amizade e as Buddy Arts conectam a progressão narrativa ao desempenho nas missões.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/attack-on-titan-3-the-final-preview.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-10-30 01:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-29 22:57:00
































































































