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Quem joga RPG, soulslike ou qualquer aventura com mundos mágicos sabe que muita coisa nasceu antes dos videogames. Uma lista publicada pelo Polygon reuniu dez obras de fantasia consideradas essenciais, e várias delas têm ligação direta com o universo dos jogos — ou servem como ótima porta de entrada para quem quer entender de onde vêm tantas ideias que aparecem nas telas.

O caso mais óbvio é O Último Desejo (1993), de Andrzej Sapkowski. A coletânea de contos interligados apresenta Geralt de Rívia e monta a base de The Witcher, muito antes dos games e da série de TV. Sapkowski parte do folclore europeu e vira contos de fadas do avesso: princesas viram monstros sangrentos e a linha entre humanidade e monstruosidade fica bem mais borrada. O texto destaca que, com The Witcher 4 no horizonte, é um bom momento para conhecer a obra literária que originou a franquia.

Outro nome que conversa direto com quem joga é Um Mago de Terramar (1968), de Ursula K. Le Guin. O livro acompanha Ged, um jovem mago talentoso cujo orgulho liberta uma sombra terrível, obrigando-o a encarar as consequências da própria arrogância. A trama vira uma perseguição tensa por um arquipélago isolado e é apontada como obra fundadora do Ciclo de Terramar.

A lista também passa por A História Sem Fim (1979), de Michael Ende, em que Bastian encontra um livro misterioso e mergulha em Fantástica, um mundo ameaçado pelo Nada. A fronteira entre leitor e herói se dissolve, e a imaginação vira responsabilidade. Já O Último Unicórnio (1968), de Peter S. Beagle, segue uma unicórnio que pode ser a última de sua espécie em busca das outras, com direito ao vilão Rei Haggard e ao temido Touro Vermelho.

Tem espaço para fantasia criminal com As Mentiras de Locke Lamora (2006), de Scott Lynch, que acompanha os Cavalheiros Bastardos aplicando golpes nos ricos de Camorr, cidade inspirada em Veneza. E para algo bem mais estranho: Caçando Carneiros (1985), de Haruki Murakami, alterna uma Tóquio futurista com uma cidade murada onde o protagonista precisa entregar sua sombra para ler sonhos.

A seleção ainda inclui O Once and Future King, A Quinta Estação e Jonathan Strange & Mr Norrell, citados como exemplos da ambição temática da fantasia moderna, além de nomes como J.R.R. Tolkien e Terry Pratchett, que ajudaram a expandir as fronteiras do gênero.

Visão Gamer: para quem joga, a lista funciona como um mapa de referências. The Witcher e Terramar, em especial, mostram de onde vêm ideias que aparecem em RPGs e aventuras fantásticas — e conhecer essas obras ajuda a entender melhor o que os games adaptam, reinterpretam ou subvertem.




Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/fantasy-books-you-need-to-read-at-least-once-in-your-life/.
Fonte: Polygon.
2026-10-30 04:00:00
RenatoAlmeida.
2026-10-30 05:05:00
































































































