Notícias – JogosGratisFun.

Quem terminou Cyberpunk 2077 sabe que o jogo tem vários desfechos possíveis — e isso sempre levanta a dúvida: qual deles vale para o que vem depois? Em entrevista ao IGN durante o Lucca Comics and Games, o roteirista, produtor e showrunner de Cyberpunk: Edgerunners, Bartosz Sztybor, comentou como a equipe trabalha com essa questão nas histórias pós-jogo, como a segunda temporada do anime da Netflix.
A resposta é meio caminho entre o concreto e o aberto. Segundo Sztybor, houve muitas conversas com o time de lore da CDPR para encontrar uma forma de ‘de alguma maneira satisfazer todos os finais’ e definir qual seria o estado do mundo depois do jogo. Mas a decisão é não cravar um final canônico. ‘Não queremos ser diretos, mas estamos dando algumas sugestões que provavelmente vão revelar o estado do mundo em mais quadrinhos e outras coisas’, afirmou.
A cena que alimentou a discussão é a do arquivo de dados, com uma parede de imagens em que fãs atentos acharam o que pode ser a V feminina. Sztybor não confirmou nem negou: disse apenas que fica ‘para interpretação’, e que o diálogo daquele momento é importante. Ou seja, nada de confirmação oficial sobre a protagonista de 2077 aparecer no anime.
Sobre o tal ‘canon’ que existe, o showrunner é específico: nas histórias anteriores ao jogo, como a primeira temporada de Edgerunners e vários quadrinhos e board games, o estado do mundo era conhecido. No pós-jogo, a única informação canônica importante é que a Arasaka está enfraquecida — e isso abre espaço para mostrar Night City de outro jeito. Nenhum dos finais do game vira oficial, mas os acontecimentos dele podem levar a esse cenário, qualquer que tenha sido a escolha do jogador.

Sztybor também explicou por que não gosta de chamar as referências de ‘easter eggs’. A ideia, segundo ele, é criar histórias independentes, que funcionem sozinhas, sem exigir que o público leia três quadrinhos e veja duas séries para entender o que está acontecendo. As conexões existem para dar sensação de mundo vivo — como Sal Bigelow em Edgerunners 2, que apareceu cinco anos antes no quadrinho Cyberpunk: Big City Dreams —, mas só quando há um motivo narrativo.
E a terceira temporada? Sztybor conta que já pensava em outras histórias desde a primeira, mas tudo depende de ter a história e as pessoas certas. Depois da temporada 1, o Studio Trigger disse estar cansado demais; em Lucca, porém, a conversa mudou e o estúdio topou retomar. Ele apresentou um pitch dois meses depois — a proposta era não fazer uma sequência clássica, e sim algo diferente. O resultado impressionou o Trigger e levou à temporada 2. Para uma eventual terceira, o processo seria o mesmo: ideias existem, mas sem um estúdio ou diretor com uma visão como a de Ikarashi, não faz sentido. Para ele, a segunda temporada já fecha a primeira como um pacote completo.
Visão Gamer: para quem joga, a posição de Sztybor significa que nenhum final de Cyberpunk 2077 deve ser tratado como oficial nos próximos derivados. O anime e os quadrinhos podem sugerir um estado do mundo pós-jogo, mas sem invalidar a escolha feita por cada jogador — o que mantém as histórias acessíveis mesmo para quem nunca zerou o RPG.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/is-v-in-edgerunners-2-is-there-a-cyberpunk-2077-canon-ending-and-what-about-season-3-we-asked-the-showrunner-in-a-new-interview.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-11-02 14:58:00
RenatoAlmeida.
2026-11-02 12:13:00































































































