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A nova versão de The Legend of Zelda: Ocarina of Time não é um remake fiel ao original de Nintendo 64 nem uma reinvenção completa. Segundo a análise publicada pela IGN, trata-se de uma interpretação moderna que aprofunda o que já existia, com estilo artístico mais rico e diálogos expandidos. A avaliação é do veículo, que dedicou cerca de 30 horas ao jogo e afirmou ter recomeçado a campanha após os créditos para caçar segredos.
A estrutura clássica da série segue intacta: explorar o mundo para encontrar o próximo calabouço, conseguir um item-chave que resolve puzzles e ajuda a derrotar o chefe, e então usar essa ferramenta para abrir novas áreas. Fora do caminho principal, há segredos, side quests e aranhas douradas. O mecânica de viagem no tempo, que alterna entre as versões criança e adulta de Link e muda radicalmente o mundo em cada época, continua sendo um dos pontos centrais.
No quesito técnico, a análise destaca que o jogo mantém 60 fps de forma sólida na maior parte do tempo, tanto no modo docked quanto no portátil. A trilha sonora original de Koji Kondo é executada por um pequeno grupo de músicos, e os efeitos sonoros ganharam atenção: aranhas douradas caem das árvores com impacto, espadas inimigas tilintam no escudo de Link.
As animações também receberam detalhes: Link olha os degraus ao descer escadas, cobre o rosto ao atravessar grama alta e reage ao calor do Death Mountain Crater sem o equipamento adequado, com a túnica chegando a pegar fogo — uma mudança em relação ao original, que usava um cronômetro para avisar sobre o tempo de sobrevivência ao calor.
Os controles seguem a lógica de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. Link pode dar dash e pular com o apertar de um botão, sem precisar alinhar o personagem para o salto automático. O uso de itens em terceira pessoa conta com mira por movimento opcional, o que, segundo a análise, torna armas como estilingue e arco mais viáveis. O combate mantém o foco na espada e no reconhecimento de padrões dos inimigos, com cada criatura funcionando como um pequeno puzzle.
A análise aponta que o remake não é muito desafiador. A quantidade reduzida de inimigos por combate e o comportamento deles ainda são baseados no design de 1998, pensado para ensinar o jogador a se mover e lutar em um espaço 3D primitivo. Link responde melhor do que nunca, mas os inimigos não acompanharam essa evolução. A IGN sentiu falta de um Hero Mode mais difícil, como o presente em Skyward Sword HD, Echoes of Wisdom e no remake de Link’s Awakening. A ausência de dificuldade extra também afeta o valor de um item novo, as Business Scrub Seeds, que permitem invocar um comerciante para reabastecer vida ou itens. Como os recursos são abundantes, a análise diz que nunca precisou usar uma semente.
A avaliação da IGN é de que Ocarina of Time continua excepcional tanto para fãs antigos quanto para quem nunca jogou, com um mundo que mistura a estrutura old-school com controles e apresentação modernos.
Visão Gamer: Para quem já conhece Hyrule de cor, a nova versão oferece uma camada extra de conforto nos controles e no visual, mas mantém a dificuldade original — o que pode frustrar quem esperava um desafio à altura das ferramentas modernas de Link. Já para newcomers, a porta de entrada segue convidativa, com a mesma fórmula que consagrou a série.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time-review-remake.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-11-04 11:00:00
RenatoAlmeida.
2026-11-04 08:27:00
































































































