Observatório de Games.
Durante décadas, RuneScape foi sinônimo de MMO, grind infinito e histórias compartilhadas em Gielinor. Dragonwilds chega para quebrar essa expectativa e provar que o universo da franquia ainda tem fôlego para se reinventar — agora vestindo a armadura de um survival em mundo aberto, com crafting, cooperação e dragões como ameaça constante. Aqui, o foco não é mais disputar níveis em servidores lotados, mas sobreviver em um continente selvagem, construindo seu próprio espaço em um mundo que não pede licença para te destruir.
O que é o jogo
RuneScape: Dragonwilds é um jogo de sobrevivência com elementos de RPG, ambientado em uma nova região do universo RuneScape. O jogador é jogado em um território hostil, onde precisa coletar recursos, erguer bases, aprender magias rúnicas e enfrentar criaturas cada vez mais perigosas — culminando em dragões que não estão ali apenas como decoração épica.
O jogo bebe direto da fonte de títulos como Valheim e Minecraft, mas tenta manter identidade própria ao usar runas, magia e criaturas clássicas da franquia como pilares da experiência. É RuneScape, mas filtrado por uma lente moderna e focada em exploração livre.
Para quais dispositivos
Atualmente, Dragonwilds está disponível para PC (Windows) em Acesso Antecipado, via Steam.
Não há versões para consoles anunciadas até o momento, e o desenvolvimento segue claramente focado na evolução contínua do jogo no PC.
O que o jogo faz bem
O maior acerto de Dragonwilds é a sensação de descoberta. Explorar um mapa desconhecido dentro do universo RuneScape desperta aquela nostalgia misturada com curiosidade — algo raro para uma franquia tão antiga.
O sistema de construção de bases é surpreendentemente robusto. Seja criando um abrigo funcional ou uma fortaleza digna de um mago rúnico veterano, o jogo oferece liberdade criativa, especialmente quando jogado em grupo.
Falando em grupo, o modo cooperativo é onde Dragonwilds realmente brilha. Jogar com amigos transforma tarefas repetitivas em aventuras memoráveis, seja defendendo a base de ataques noturnos ou se preparando para encarar dragões que exigem estratégia, não só força bruta.
A progressão de habilidades, inspirada no DNA clássico de RuneScape, também ajuda a criar vínculo com o personagem. Evoluir magia, explorar novas possibilidades rúnicas e se preparar melhor para o mundo hostil dá uma sensação constante de crescimento.
Onde o jogo tropeça
Por estar em Early Access, Dragonwilds ainda sofre com conteúdo limitado. Depois de algumas dezenas de horas, a sensação de novidade diminui, e o loop de sobrevivência começa a se repetir mais do que deveria.
Outro ponto sensível é que, para fãs mais hardcore de RuneScape, o jogo pode parecer “RuneScape só no nome” em certos momentos. Falta mais lore explícito, personagens marcantes ou conexões diretas com eventos clássicos de Gielinor.
Além disso, o ritmo pode ser lento para quem espera ação constante. Aqui, paciência, planejamento e gerenciamento de recursos são tão importantes quanto combates épicos.
Uma curiosidade que vale destacar
Diferente de muitos survivals, Dragonwilds está sendo moldado em tempo real pela comunidade. Feedback de jogadores influencia diretamente novas habilidades, sistemas e modos de jogo. É quase como se o próprio espírito colaborativo que sempre definiu RuneScape tivesse migrado para o desenvolvimento do jogo.
Vale ou não a pena jogar?
Vale a pena, especialmente se você:
- Gosta de jogos de sobrevivência e crafting
- Curte fantasia, magia e dragões
- Quer jogar algo cooperativo com amigos
- Tem carinho pelo universo RuneScape, mesmo em uma nova forma
Talvez não seja a melhor escolha se:
- Você espera um MMO tradicional
- Busca narrativa forte e guiada
- Prefere jogos já totalmente finalizados
Veredito
RuneScape: Dragonwilds não tenta substituir o RuneScape clássico — e nem deveria. Ele existe como um experimento corajoso, que troca o grind de MMO por sobrevivência, exploração e cooperação. Ainda inacabado, mas já promissor, é aquele tipo de jogo que não impressiona pelo excesso, e sim pela possibilidade de crescer junto com a comunidade.
Se continuar evoluindo no ritmo certo, Dragonwilds pode se tornar não apenas um bom spin-off, mas um novo ponto de entrada para o universo RuneScape.
The post Review | RuneScape: Dragonwilds – Quando Sobreviver é uma Arte e Dragões São Só o Começo first appeared on Observatório de Games. Alan Uemura , Observatório de Games.
Fonte: Observatório de Games.
Mon, 12 Jan 2026 19:32:31 +0000








































































































