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O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi o grande destaque do Direct especial de 40 anos da franquia, realizado na terça-feira pela Nintendo. O novo trailer mostrou muito mais do jogo, confirmando um remake fiel ao original, até mesmo com as telas de carregamento. Mas o que realmente está gerando discussão é a direção de arte.

Desde o teaser de junho, que mostrava apenas um rápido vislumbre de Link, os fãs já especulavam sobre o estilo visual. Agora, com o trailer completo, a polêmica se intensificou. O remake aposta em um visual que tenta equilibrar um certo realismo moderno com o tom de conto de fadas, algo que já tinha dividido opiniões no remake de Star Fox lançado este ano.

E dá para entender os dois lados da discussão. Os cenários são impressionantes: a Floresta Kokiri ganhou uma iluminação que atravessa as árvores, Hyrule Castle Town parece mais viva, Lake Hylia tem um tom azul dos sonhos e a Montanha da Morte lembra algo saído de O Senhor dos Anéis. Há um capricho visual que combina com a proposta original do jogo.

O problema, para muitos, está nos personagens. Link jovem, Zelda e a Princesa Ruto aparecem com uma aparência que alguns consideram estranha, quase como bonecos ou Amiibos ganhando vida. O detalhamento das roupas contrasta com olhos exagerados e texturas de pele que parecem de plástico. Em uma cena, Ganondorf aparece com dedos muito lisos, o que destoa do resto da imagem. Essa mistura entre o hiperdetalhado e o estilizado lembra o que aconteceu em Super Smash Bros. Brawl, quando Mario foi colocado em um cenário realista.

A discussão não é nova para a série. The Wind Waker, por exemplo, foi criticado na época por abandonar o realismo em favor do cel-shading, e hoje é considerado um clássico. O remake de Link’s Awakening também gerou estranhamento com seu estilo chibi, mas acabou conquistando o público. Breath of the Wild, por sua vez, foi questionado por fugir do tom mais sério de Twilight Princess.

Ainda não dá para cravar se o visual do remake de Ocarina of Time vai agradar a todos. A impressão é que a arte tenta encontrar um meio-termo entre o jogo original, o realismo e uma estética de livro de histórias. Mas, como já aconteceu outras vezes, a recepção pode mudar quando os jogadores tiverem o controle nas mãos.

Visão Gamer: A polêmica em torno do visual é normal em remakes de jogos amados, mas o histórico da Nintendo mostra que a arte de Zelda costuma ser melhor compreendida quando se joga. Ainda não há data de lançamento nem confirmação de plataformas além do Switch 2, então o jogo segue cercado de expectativa e dúvidas.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/legend-zelda-ocarina-time-art-style-debate/.
Fonte: Polygon.
2026-09-08 20:04:00
RenatoAlmeida.
2026-09-08 23:11:00









































































































