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Com Kingdom Hearts 4 marcado para o fim de 2027, a Square Enix e a Disney colocaram a franquia de volta no radar — e a série inteira voltou a subir nas listas de mais vendidos da Steam. Entre os mais de dez títulos da saga, Kingdom Hearts Birth by Sleep, lançado em 2010 para o PlayStation Portable, é um dos capítulos mais importantes para revisitar antes da sequência.

O jogo se passa cerca de uma década antes do Kingdom Hearts original e acompanha três aprendizes de Keyblade: Terra, Aqua e Ventus. A trama começa com Terra e Aqua encarando o Exame da Marca de Maestria sob a tutela do Mestre Eraqus, enquanto Ventus assiste. Aqua conquista o título de Mestre; Terra falha depois que a escuridão em seu coração vem à tona. Na sequência, criaturas chamadas Unversed começam a aparecer pelos mundos e o Mestre Xehanort desaparece. Eraqus envia Terra e Aqua para investigar, e Aqua ainda recebe ordens secretas: vigiar Terra e trazer Ventus de volta, já que o garoto saiu atrás dos amigos.

A estrutura é um dos grandes diferenciais. São três campanhas, e o jogador escolhe por qual herói começar — o que muda a ordem em que os mundos se desenrolam. Cada personagem chega em um momento diferente e deixa marcas que os outros só descobrem depois. Os três se cruzam várias vezes e chegam a se reunir em uma batalha tripla no meio do jogo, mas nenhum entende o plano de Xehanort a tempo. É esse vai e vem que dá peso à amizade do trio e transforma a solidão de cada jornada em parte da experiência.

No combate, Birth by Sleep também se destaca. O sistema de Command Deck permite equipar ataques e magias individuais, evoluí-los e fundi-los em habilidades mais fortes. Encher a Command Gauge ativa estilos temporários: o Dark Impulse de Terra, o Cyclone de Ventus e o Spellweaver de Aqua, além de formas compartilhadas baseadas em elementos como fogo. Terra bate com o peso de uma espada grande, Ventus usa a Keyblade em pegada invertida com ataques rápidos e magia de vento, e Aqua mistura combos elegantes com o domínio de magia mais forte do grupo.

A história também mexe com a relação entre Luz e Escuridão. A queda de Terra lembra a de Anakin Skywalker: Xehanort não só oferece poder, mas cultiva a insegurança do rapaz antes de roubar seu corpo. Isso só é possível por causa da crença dogmática de Eraqus de que a escuridão precisa ser erradicada, não compreendida — a ponto de ele decidir matar o próprio aluno ao saber do plano da χ-blade. Jogos posteriores mostram o quanto Eraqus errava sobre o coração humano: Riku só se torna um dos personagens mais poderosos e centrados da série quando para de negar sua escuridão. Terra nunca recebe essa orientação.

Aqua é a única a conquistar o título de Mestre logo no início, e passa o resto da trama provando por quê. A maestria não é só um posto: ela vira a mais experiente e sábia dos três, e por isso assume a responsabilidade sobre Terra e Ventus. Depois que Ventus destrói a χ-blade e cai em um sono semelhante à morte, é Aqua quem transforma o lar destruído do trio no Castelo do Esquecimento para proteger o corpo dele.
Visão Gamer: para quem pretende encarar Kingdom Hearts 4 em 2027, Birth by Sleep é o capítulo que explica as origens do conflito central da série e apresenta heróis que seguem ativos até Kingdom Hearts 3. Como o jogo saiu originalmente para PSP, vale conferir as versões disponíveis nas plataformas atuais antes de mergulhar na maratona.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/kingdom-hearts-birth-by-sleep-best-game/.
Fonte: Polygon.
2026-09-20 07:00:00
RenatoAlmeida.
2026-09-20 10:33:00









































































































