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A Blizzard não tem a menor intenção de transformar o Battle.net em um concorrente direto da Steam ou da Epic Games Store. Quem garante é Andrew Guerrero, da própria Blizzard, em entrevista ao Polygon durante a BlizzCon. Segundo ele, a empresa prefere um caminho bem mais seletivo para o que entra na sua loja no PC.
A conversa veio à tona depois que a CD Projekt Red confirmou no evento que The Witcher 3: Wild Hunt Remastered e Cyberpunk 2077 chegam ao Battle.net ainda este ano. Os dois títulos são os primeiros da CDPR na plataforma e devem abrir espaço para uma leva maior de jogos de terceiros por lá. Mesmo assim, a Blizzard deixa claro que não vai simplesmente liberar as portas.

Obviamente não estamos tentando fazer a parada da Steam ou da Epic Games Store. A gente se enxerga como: temos nosso público, temos um núcleo apaixonado de gente que joga jogos da Blizzard e jogos parecidos com os da Blizzard, e se algo faz sentido para esse pessoal, a gente vai atrás, explicou Guerrero. É uma abordagem muito mais focada, de pensar: o que nossos jogadores absolutamente amariam? Quais são as experiências de qualidade top que podemos trazer e que fazem sentido?
O executivo também comentou a parte técnica. Segundo ele, a Valve passa muito tempo construindo uma plataforma explicitamente feita para publicar jogos, algo que o Battle.net não foi originalmente projetado para fazer. Ainda assim, a Blizzard trabalhou para deixar o processo mais direto, sem que cada lançamento precise ser totalmente sob medida. Só que Guerrero não acredita que o serviço chegue ao ponto de ter um botão de autopublicação onde tudo flui automaticamente.

O motivo é a curadoria. Ele afirma que a Blizzard valoriza o tempo e a atenção dos jogadores que já estão na plataforma e quer ter confiança de que o que é exibido vai agradar esse público. Abrir demais o catálogo, na visão dele, faria a curadoria virar um problema por si só, e esse não é o objetivo.
Vale lembrar que o Battle.net é anterior à Steam: nasceu em 1997 junto com o Diablo original, como espaço para chat e listagem de servidores multiplayer. Com o tempo, virou o hub dos jogos da Blizzard no PC, cenário que só mudou em 2017, com a chegada de Destiny 2. Depois vieram outras séries publicadas pela Activision, como Call of Duty e Crash Bandicoot. Após a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, títulos da Xbox Game Studios e da Bethesda também apareceram por lá, casos de Avowed, Sea of Thieves, The Outer Worlds 2 e Doom: The Dark Ages.
Visão Gamer: para quem joga no PC, a chegada de The Witcher 3: Wild Hunt Remastered e Cyberpunk 2077 ao Battle.net significa mais uma opção de loja para comprar e organizar esses jogos, sem que a Blizzard tenha planos de virar um catálogo aberto como a Steam. Na prática, a tendência é que o Battle.net continue com um acervo enxuto e focado no perfil de quem já usa a plataforma, em vez de receber lançamentos de terceiros em massa.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/blizzcon-interview-battle-net/.
Fonte: Polygon.
2026-09-14 01:05:00
RenatoAlmeida.
2026-09-14 04:17:00










































































































